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terça-feira, 19 de junho de 2012

Casa da Lavandeira: espaço nobre de turismo rural oferece condições ideais para festas ou estadias






Inaugurada oficialmente a 16 de Junho, a Casa da Lavandeira – Turismo Rural é uma quinta senhorial situada na freguesia de Ancede, Baião. Datado do séc. XVIII, este espaço apaixona logo à primeira vista.


Com nove quartos, dois salões nobres, sala de jogos, bar e uma enorme e típica cozinha, para além de todas as comodidades existentes numa unidade hoteleira moderna, a Casa da Lavandeira aposta forte na vertente de agroturismo, assim como em eventos, disponibilizando para tal um extraordinário espaço com capacidade para cerca de 300 pessoas. Trata-se de um edifício com uma arquitectura distinta, implantado em harmonia com a paisagem envolvente e que esteve a cargo do gabinete de projectos «N Engenharia e Arquitectura». Uma estrutura com amplas vidraças, para que todos os convivas possam desfrutar da natureza envolvente e da excepcional vista.

Tendo sido alvo de uma profunda remodelação que manteve a traça original, a Casa da Lavandeira é hoje um espaço privilegiado na região do Baixo Douro e Tâmega para uma estadia de relaxamento total ou para festas, tais como casamentos, baptizados ou outras. Tem, também, um centro interpretativo de cozinha tradicional para degustações e/ou pequenos eventos, denominado de «Tasquinha». Este é um espaço com capacidade para cerca de 50 pessoas e com um ambiente em tudo distinto do habitual.

A «Tasquinha» apresenta-se com valência para almoços e jantares, por marcação, para famílias e/ou grupos, e onde os sabores tradicionais da gastronomia nortenha vão à mesa, sempre num ambiente familiar. Métodos ancestrais de confecção de comida tradicional poderão levar os visitantes a incorrer no pecado da gula, com iguarias como o afamado cozido à portuguesa daquela região, o arroz pica-no-chão ou ainda o anho assado em forno de lenha, entre outros.

Com um enquadramento romântico e idílico, este espaço de turismo rural, mergulhado no cenário imponente do Vale do Douro, está preparado para proporcionar aos seus visitantes um vasto leque de serviços. Assim, e para além dos espaços onde a natureza impera, tais como os campos de árvores de fruto e os vinhedos,– conta com uma produção limitada de vinho verde para consumo dos hóspedes e clientes da Casa da Lavandeira –, há ainda belíssimas cascatas naturais e moinhos em ruinas que levam os visitantes a tempos imemoriais. Ao longo dos nove hectares de actividade agrícola, os visitantes têm a oportunidade de participar nas actividades rurais. Passeios ao longo de um circuito de manutenção, onde se encontra uma pequena albufeira sobre o rio Ovil e onde é possível contemplar uma paisagem impar característica pelos seus moinhos e canais de distribuição de água com mais de duzentos anos, é outra das opções para quem privilegia o contacto com a natureza.

Uma ampla piscina, um pequeno museu de carros antigos, capaz de deslumbrar até os mais incautos, assim como um picadeiro ou ainda uma pequena capela onde se poderão celebrar cerimónias religiosas, completam o leque de ofertas da Casa da Lavandeira.

Gozando de grande tranquilidade, a Casa da Lavandeira está, todavia, situada a escassos 70 quilómetros cidade do Porto, a cinco minutos do rio Douro, ou a 35 minutos da cidade da Régua, porta de entrada do Douro Vinhateiro Património Mundial da Humanidade.







Reto Jörg, director-geral da Quinta do Quetzal e Nora Green Consulting elaboram projecto para produção de vinho no Sri Lanka



Um projecto completo de instalação de uma vinha e construção de uma adega com capacidade inicial de 150 000 garrafas vai ser desenvolvido no Sri Lanka com um cunho português, num investimento que ronda os 680 mil euros. A Nora Green Consulting, empresa sediada em Évora e que tem desenvolvido vários projectos de monta na área agrícola, recebeu o convite para encabeçar este projecto através da empresa srilankesa CIC, apostada em dar resposta às necessidades de consumo de uma classe média-alta emergente naquele país e a uma faixa de turistas que cada vez mais procura aquelas paragens, habituada a consumir vinho.


“Este será o primeiro projecto vinícola naquele país”, sublinha Reto Frank Jörg, sócio-gerente da empresa eborense. O know-how dos portugueses na produção de vinhos dita que a equipa de enologia responsável pela produção seja liderada por Rui Reguinga, enólogo da Quinta do Quetzal, e a tecnologia de vinificação a adoptar terá também chancela nacional. Os responsáveis da empresa srilankesa estiveram na Vidigueira para ver in loco o projecto da Quinta do Quetzal e, mais recentemente, foi a vez da comitiva de Portugal retribuir, visitando a propriedade onde nascerão os vinhedos, com 15 hectares, tendo sido decidido “plantar dois campos experimentais com cerca de um hectare cada, com as castas sirah, alicante boushet, Merlot, Touriga Nacional e uma casta srilankesa parecida com o Moscatel, com vários clones e porta-enxertos”, revela o responsável da Nora Green Consulting. No próximo ano será vinificado a primeira colheita, sob a orientação técnica de Rui Reguinga, com vinificação separada das diferentes castas. Rui Reguinga é enólogo consultor em vários projectos em Portugal e no estrangeiro e classifica este como um grande desafio, “pois será o primeiro vinho que alguma vez se produziu no Sri Lanka, e também a minha primeira experiência na Ásia”. Pelas impressões recolhidas até à data “acho que também aqui vai ser possível elaborar um vinho frutado, aromático, equilibrado e com um estilo que se aproxima ao Novo Mundo”.

O projecto, que já foi apresentado no gabinete do presidente do Sri Lanka, estende-se a uma adega com capacidade para 150 000 garrafas equipada com a mais moderna tecnologia portuguesa “concebida em construção de módulos para possibilitar crescimento futuro”. A produção estimada é de 75 por cento de vinho tinto e 25 por cento rosé.

Depois de uma guerra devastadora, desde 2009 que o país tem vindo a registar um crescimento assinalável na área do turismo. O target que se pretende atingir são os hotéis e restaurantes da capital Colombo, os resorts turísticos situados junto às praias do Índico e os milhares de emigrantes da Europa, Austrália e Canadá. Actualmente, o consumo de vinho naquelas paragens já está nas 450 000 garrafas/ano.

A Nora Green Consulting já liderou vários projectos na área agrícola, nomeadamente a implementação de três adegas no Alentejo, mais concretamente na Herdade da Calada, Herdade Outeiro de Esquila Vinhos e Quinta do Quetzal.



«Grandes Quintas Reserva 2009» recebe ouro no International Wine Challenge 2012



A qualidade do Grandes Quintas Reserva Tinto 2009, do produtor duriense Casa d’Arrochella, foi reconhecida no International Wine Challenge 2012, com a atribuição de uma Medalha de Ouro. Aliás, e na sequência desta distinção, no próximo dia 20 de Junho, os vinhos deste produtor duriense estarão em prova no «Taste of Gold«, que se realiza em Londres. Trata-se de um evento de grande cartel e onde só os premiados dos premiados marcam presença.


Ainda noutro concurso, o Decanter World Wine Awards, a Casa d’Arrochella viu este mesmo néctar, o Grandes Quintas Reserva Tinto 2009, receber a Medalha de Prata.

Também o Grandes Quinta Colheita 2009 tem sido muito bem recebido pela comunidade enófila, tendo sido premiado com a Medalha de Bronze em dois dos mais prestigiados concursos internacionais da especialidade, designadamente o International Wine Challenge e o Decanter World Wine Awards.

“Estas são distinções que atestam da qualidade dos vinhos produzidos pela Casa d´Arrochela, são muito gratificantes”, considera o administrador e impulsionar da empresa, Bernardo Alegria. “Tal como uma vinha demora cinco anos a dar a sua primeira graça, uma marca precisa do mesmo tempo para se destacar, e a sucessão anual deste tipo de prémios e distinções enche-nos de orgulho”, acrescenta Bernardo Alegria.

Produzido a partir de mais de 80% de vinhas velhas, onde predominam as castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca, as notas de prova do Grandes Quintas Reserva Tinto 2009 apontam para um vinho denso e profundo em termos de aroma. As notas balsâmicas do eucalipto do estágio equilibram-se com notas de frutos maduros e florais da casta. Na boca é elegante, de taninos finos, delicados, frescos, com notas vegetais, mentoladas, terminando persistente e elegante. Pelas suas características, prevê-se que possa envelhecer de uma forma muito positiva em garrafa durante os próximos dez a quinze anos. Este vinho está disponível nas melhores garrafeiras do País, a um preço aproximado de 13,5€.

Já o «Grandes Quintas Colheita Tinto 2009» apresenta um excelente vigor aromático, com notas de frutos vermelhos, balsâmicos e florais. Na boca é robusto, mas sem excessos, os taninos estão equilibrados com a acidez, terminando delicado e elegante. Pelas suas características prevê-se um envelhecimento em garrafa muito positivo durante os próximos sete anos. Deste néctar foram colocadas no mercado cerca de 50 mil garrafas, que chegarão a um preço aproximado de 7,5€.

Refira-se que o International Wine Challenge é um dos maiores concursos anuais de vinhos, tendo tido este ano em competição cerca de 19 000 vinhos. Realiza-se em Londres, desde 1984, ocorrendo durante duas semanas sob a avaliação de mais de 400 provadores.

Casa d’Arrochella

Com cerca de 600 hectares, 115 dos quais de vinha, distribuídos por cinco quintas – Quinta do Cerval, Quinta do Nabo, Quinta das Trigueira, Quinta de Vale d´Arcos e Quinta da Peça –, a Casa d’Arrochella integra-se numa nova geração de produtores de vinho da Região Demarcada do Douro. É na sub-região do Douro Superior, entre Vila Flor, Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa que o projecto é desenvolvido com a paixão e o envolvimento cultural de quem tem uma ligação secular ao Douro.

A sua adega, totalmente equipada segundo os mais rigorosos critérios em vigor na actualidade, tem capacidade para a produção de cerca de 300 000 litros.