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terça-feira, 19 de junho de 2012

Reto Jörg, director-geral da Quinta do Quetzal e Nora Green Consulting elaboram projecto para produção de vinho no Sri Lanka



Um projecto completo de instalação de uma vinha e construção de uma adega com capacidade inicial de 150 000 garrafas vai ser desenvolvido no Sri Lanka com um cunho português, num investimento que ronda os 680 mil euros. A Nora Green Consulting, empresa sediada em Évora e que tem desenvolvido vários projectos de monta na área agrícola, recebeu o convite para encabeçar este projecto através da empresa srilankesa CIC, apostada em dar resposta às necessidades de consumo de uma classe média-alta emergente naquele país e a uma faixa de turistas que cada vez mais procura aquelas paragens, habituada a consumir vinho.


“Este será o primeiro projecto vinícola naquele país”, sublinha Reto Frank Jörg, sócio-gerente da empresa eborense. O know-how dos portugueses na produção de vinhos dita que a equipa de enologia responsável pela produção seja liderada por Rui Reguinga, enólogo da Quinta do Quetzal, e a tecnologia de vinificação a adoptar terá também chancela nacional. Os responsáveis da empresa srilankesa estiveram na Vidigueira para ver in loco o projecto da Quinta do Quetzal e, mais recentemente, foi a vez da comitiva de Portugal retribuir, visitando a propriedade onde nascerão os vinhedos, com 15 hectares, tendo sido decidido “plantar dois campos experimentais com cerca de um hectare cada, com as castas sirah, alicante boushet, Merlot, Touriga Nacional e uma casta srilankesa parecida com o Moscatel, com vários clones e porta-enxertos”, revela o responsável da Nora Green Consulting. No próximo ano será vinificado a primeira colheita, sob a orientação técnica de Rui Reguinga, com vinificação separada das diferentes castas. Rui Reguinga é enólogo consultor em vários projectos em Portugal e no estrangeiro e classifica este como um grande desafio, “pois será o primeiro vinho que alguma vez se produziu no Sri Lanka, e também a minha primeira experiência na Ásia”. Pelas impressões recolhidas até à data “acho que também aqui vai ser possível elaborar um vinho frutado, aromático, equilibrado e com um estilo que se aproxima ao Novo Mundo”.

O projecto, que já foi apresentado no gabinete do presidente do Sri Lanka, estende-se a uma adega com capacidade para 150 000 garrafas equipada com a mais moderna tecnologia portuguesa “concebida em construção de módulos para possibilitar crescimento futuro”. A produção estimada é de 75 por cento de vinho tinto e 25 por cento rosé.

Depois de uma guerra devastadora, desde 2009 que o país tem vindo a registar um crescimento assinalável na área do turismo. O target que se pretende atingir são os hotéis e restaurantes da capital Colombo, os resorts turísticos situados junto às praias do Índico e os milhares de emigrantes da Europa, Austrália e Canadá. Actualmente, o consumo de vinho naquelas paragens já está nas 450 000 garrafas/ano.

A Nora Green Consulting já liderou vários projectos na área agrícola, nomeadamente a implementação de três adegas no Alentejo, mais concretamente na Herdade da Calada, Herdade Outeiro de Esquila Vinhos e Quinta do Quetzal.



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