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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Mostra ibérica das novidades e tendências em design, arquitectura e arte

Bienal “The Oporto Show”
já prepara a próxima edição


A actual conjuntura económica não esmorece a organização do The Oporto Show – Mostra de Design, Arquitectura e Arte que, no rescaldo do evento realizado no passado fim-de-semana, na Alfândega do Porto, está apostada numa retoma que possa traduzir-se num novo fôlego desta bienal ibérica. Por isso, Paulo Cruz, um dos responsáveis, garante estar já a trabalhar com redobrado esforço para que a edição de 2016 seja um sucesso.
“Habituámo-nos a oferecer uma mostra de referência que, ao fim de cinco edições, suscita sempre grande expectativa pelas novidades que aqui apresentamos”, aponta Paulo Cruz. Sem esconder que o evento deste ano não ficou imune à presente situação económica do País, os cerca de 60 expositores e os 7.500 visitantes permitem antever que dentro de dois anos o The Oporto Show recuperará o seu elã, tanto mais que surgem sinais de retoma no sector do imobiliário e decoração.
“A realização de cada edição do The Oporto Show pressupõe desde logo a preparação da seguinte, por forma a conseguirmos uma melhoria constante que corresponda às necessidades dos profissionais e ao anseio do público”, explica aquele membro da organização. A mostra conseguiu destacar-se pela apresentação de várias estreias nacionais e confirmar-se como “o evento de vanguarda para a revelação das tendências de decoração de interiores a nível internacional”, acrescenta Paulo Cruz.
Assim aconteceu, por exemplo, com a presença da poltrona “Becomes Me”, da Munna, uma edição limitada revisitada pelo designer Toni Grilo e que tinha tido estreia mundial em Maio, na Clerkenwell Design Week, em Londres. Outra estreia nacional foi a do “Cortilejo”, azulejo em cortiça com base nos padrões da azulejaria tradicional e cuja apresentação mundial ocorrera há apenas duas semanas, também em Londres.
Várias outras marcas e empresas ligadas aos objectos de design e decoração, incluindo tintas, mobiliário, produtos de revestimento, domótica e aromas de ambientes, fizeram também apresentações inéditas no The Oporto Show deste ano, patrocinado pelas Tintas CIN, Baviera, Murganheira e Luz e Som. Exemplos disso, entre outros, foram as “salas de pânico” da empresa especializada em criação de espaços anti-intrusão Abentel; a Ege Carpet, a alcatifa mais ecológica do mundo, assinada pelo estilista dinamarquês David Andersen e produzida com materiais 100% recicláveis, emissões zero a nível de CO2 e consumo reduzido de água; ou os pavimentos da Bolon que, jogando com efeitos 3D e reflexos de luz, adquirem diferentes aspectos consoante a forma como a luz lhes incide.

Profissionais e público interessado em design de interiores, som, arte, gourmet, fashion, arquitectura, hotelaria e trends tiveram ainda possibilidade de assistir diariamente a sessões de showcooking e degustar diferentes iguarias.
Guadalupe Winemaker Selection
arrebata ouro com tinto alentejano

A Sociedade Agrícola Quinta do Quetzal arrebatou a Medalha de Ouro com o seu vinho Guadalupe Winemaker Selection - Tinto 2010 no Concurso de Vinhos de Portugal 2014, dirigido tecnicamente por João Pires e realizado no CNEMA, em Santarém, onde estiveram em prova um total de 1.070 vinhos nacionais.
A decisão do júri internacional de avaliação, coordenado por Luís Lopes e integrando 68 nomes de reconhecido mérito a nível mundial, foi revelada no Palácio da Bolsa, no Porto, em cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, e veio enriquecer o palmarés daquele tinto regional alentejano da Quinta do Quetzal, que tinha já sido distinguido com 92 pontos no Wine Enthusiast Magazine nas Estados Unidos da America.
Elevado agora ao que de melhor se faz em Portugal, o Guadalupe Winemaker Selection - Tinto 2010 deve o seu carácter único à conjugação das castas Syrah, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon no berço xistoso da zona da Vidigueira. Aí, e obviando a alguns excessos do clima alentejano, as uvas são colhidas para pequenas caixas e imediatamente transportadas para a adega e arrefecidas até uma temperatura de 15º C. São depois desengaçadas e esmagadas para dentro de uma cuba troncocónica de inox, onde a fermentação se desenvolve durante 5 a 6 dias e a uma temperatura de 25º C, com 4 a 5 remontagens diárias durante 15 minutos. Após a fermentação alcoólica, o vinho é colocado em barricas de carvalho americano e francês de 225 litros, onde vai estagiar durante 12 meses.
O resultado, com assinatura dos enólogos Rui Reguinga e José Portela, é um néctar de cor granada, com aroma frutado e intenso, que revela na boca uma boa estrutura e alguma complexidade, o que torna este galardoado da Quinta do Quetzal o vinho ideal para acompanhar pratos intensos, seja logo após a compra ou seja ao longo dos cinco anos seguintes.

Com a conquista de mais esta importante distinção por um painel que integrava reputados especialistas de toda a Europa, Canadá, EUA, Brasil, China, Japão e Coreia, o Guadalupe Winemaker Selection - Tinto 2010 ganha atenções internacionais e leva mais longe o nome da Quinta do Quetzal, mas contribui também para impulsionar o conhecimento sobre a qualidade dos vinhos portugueses e das nossas artes vitivinícolas junto dos mais variados mercados e dos mais influentes opinion makers da especialidade.