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quarta-feira, 23 de julho de 2014

1.º Campeonato Português decorreu hoje e levou espectáculo de acrobacia à Praça D. João I

Portuenses e turistas deliciaram-se
com as melhores pizzas do país

O molho, os ingredientes ou o tempo de cozedura? A opinião dos chefs varia, mas há um ingrediente essencial: "a paixão com que se cozinha".
O segredo foi revelado hoje por Antonio Mezzero, «Embaixador da Pizza Napolitana em Portugal» e organizador do 1.º Campeonato Português de Pizza que, ao longo de todo o dia, decorreu na Praça D. João I, no Porto, e cujas inscrições reverteram a favor da ala pediátrica do Instituto Português de Oncologia do Porto.
Aquela zona central da baixa portuense juntou mais de duas dezenas dos melhores pizzaiolos de todo o país que, entre as 10h30 e as 17h30, cozinharam as suas especialidades, submetendo-as ao olhar e paladar apurados de um júri. Este incluía especialistas de renome e representantes de diferentes competições internacionais da especialidade, como Giorgio Damasio, Augusto Gemelli, Carmine Basile, Leone Copolla, Giovanni Portese, Hélio Loureiro, Pedro Lemos, Marco Gomes, Lígia Santos e Ruy Leão. Coube-lhes a tarefa de provar todas, escolher as três melhores pizzas segundo o sabor e outras tantas de acordo com a aparência.
Ainda que não contando para a classificação no campeonato, uma outra “avaliação” decorreu ao longo do dia na Praça D. João e teve como protagonistas as centenas de portuenses e turistas que por ali foram passando e a quem iam sendo oferecidas para degustação fatias da especialidade gastronómica de origem italiana.
Num ambiente festivo, quem assistia ao evento deliciou-se também com os shows de pizza acrobática  do tricampeão do mundo, Paulino Bucca, e do campeão do mundo da especialidade, Leone Copolla, que lançavam bem alto a massa em movimento e provocavam suspense até conseguirem apanhá-la sem que caísse.
“Este é o nosso objectivo: promover a pizza e os pizzaiolos de Portugal”, apontou Antonio Mezzero, pizzaiolo napolitano que há anos se apaixonou por Portugal e que dirige a Pizzeria Pulcinella, em Matosinhos. “Servimos aqui mais de 500 pizzas ao público, enquanto o júri teve de provar 22, e mostrámos que a variedade é uma das riquezas deste prato que já não é só italiano, mas internacional”, explicou o organizador.
Os melhores classificados deste 1.º Campeonato Português de Pizza ganharam em fama, mas também em proveito, já que ficaram seleccionados para representarem o País nos melhores eventos mundiais da especialidade.
De acordo com a decisão do júri, o prémio para a Melhor Pizza foi conquistado pelo chef Giuseppe Irace, da pizzeria La Fiamma (Barcelos), com a pizza Napoli Palermo, que conquistou também o 2.º lugar no Prémio Beleza. Ainda na categoria de Melhor Pizza, seguiram-se o chef Vítor Peixoto, da pizzeria Siamo in Due (Esposende), com a pizza Siamo in Due, e o chef Manuel Fernando Fernandes, da pizzeria Napolitana (Pevidém/Guimaraes), com a pizza Pepperoni.
Quanto ao Prémio Beleza, a escolha do júri recaiu sobre o trabalho do chef André Martins Rodrigues, da Pizzeria Vieri (Esmoriz), com a pizza Generoso. O 3.º lugar coube ao chef Pedro Girão, da pizzeria Girão (Porto), com a Pizza d'Aldeia.
A cerimónia de atribuição dos prémios contou com a participação Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Paulo Cunha e Silva, do Cônsul Honorário de Itália no Porto, Paolo Pozzan, e do vogal do conselho de administração do IPO Porto, Rocha Gonçalves, a quem foi entregue o cheque de 1.100 euros resultante das inscrições no campeonato.
Entretanto, e ainda antes de terminada a jornada, Antonio Mezzero mostrou-se “muito satisfeito” com o sucesso da iniciativa e afirmou o empenho redobrado para a realização do 2.º Campeonato Português de Pizza em 2015.
Refira-se que o “Embaixador da Pizza Napolitana em Portugal” representou já o nosso País nos maiores certames internacionais dedicados à pizza, como o campeonato europeu da especialidade, onde alcançou o 4.º lugar que lhe valeu acesso à final do torneio e uma entrada directa no campeonato do mundo.

Já no ano passado, com a intenção de promover e divulgar a pizza como prato de excelência, Antonio Mezzero teve uma primeira grande acção pública com a produção de uma mega-pizza com cinco metros de diâmetro, cujo objectivo foi assinalar os 250 anos da Torre dos Clérigos, a principal das muitas obras deixadas no Porto pelo arquitecto italiano do Séc. XVIII, Nicolau Nasoni.


Mercado português de joalharia, ourivesaria e relojoaria
avaliado em 1.000 milhões de euros



O crescimento do emprego na relojoaria, ao contrário da ourivesaria e da joalharia, a quebra da indústria e o aumento do comércio e do volume global de transações, em contraciclo com a economia portuguesa, são alguns dos destaques do estudo sobre o setor revelado pela PortoJóia, num encontro com diversos agentes económicos, na Exponor.
Regista-se que o comércio de retalho especializado na ourivesaria e joalharia cresceu a partir de 2008 a uma média anual de 18,9% (27,3% na região Norte, 17,5% no Alentejo, 16,4% em Lisboa, 6,7% no Centro e 4% no Algarve), num contraste evidente com a generalidade da economia nacional, tendência essa que reflete a subida do preço do ouro em tempos de crise e o comércio relativo ao ouro usado. Segundo dados de 2012 (INE), o volume de negócios terá atingido em 2012 os mil milhões de euros.
A título de exemplo a região Norte agrega 44% do total das empresas da cadeia de valor, parcela que ascende a 80% quando em causa está apenas a componente industrial
Ao contrário do comércio, o fabrico de joalharia e ourivesaria registou uma contração muito significativa no período 2004/2012, com uma queda de 43% no emprego e de 38% no VAB (com pequena recuperação entre 2009 e 2010).
Já o fabrico de relojoaria (incluindo componentes) afirma-se claramente como emergente em Portugal e revela um crescimento de 233% naquele período, associado a aumentos de 324% do VAB e de 176% do emprego. Essa dinâmica é atribuída, em grande medida, ao investimento direto estrangeiro por parte de multinacionais de origem suíça, francesa e alemã, ao aumento do nível de atividade de empresas existentes a produzir peças em regime de subcontratação e a trabalhar em processos de montagem de caixas de relógio e, ainda, a fenómenos recentes de empreendedorismo. 
Por outro lado, a análise das vendas ao exterior constata França, Espanha, EUA, Suíça, Angola e Itália como países responsáveis por 50% das exportações portuguesas do setor, que não foram além dos 150 milhões de euros em 2012 (112 milhões em relógios e componentes e 37 milhões em artefactos de joalharia, relojoaria e componentes). Há ainda uma forte e crescente procura do mercado de Hong Kong, o que lhe confere grande potencial para as exportações nacionais, num grupo onde pontificam também Chipre, Angola, Japão e França.
Todos estes números resultam do estudo elaborado pela empresa consultora  SIGMA, evidenciando um bom potencial para o aumento das exportações portuguesas, sobretudo para a Ásia e Médio Oriente, como forma de contrariar o panorama menos otimista que se vive a nível nacional.
Confiante na dinamização do setor, a organização da Portojoia já se encontra a trabalhar no sentido de desenvolver uma nova proposta de valor, que se traduz num novo posicionamento para a feira, indo ao encontro das expetativas do mercado.

A reunião contou com a participação de vários expositores habituais da PortoJóia e ainda de entidades como a AORP (Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal), a Contrastaria do Porto, órgãos da imprensa especializada e vários outros agentes ligados ao setor, serviu ainda para apresentar algumas das ideias que irão assinalar as bodas de prata da PortoJóia - Feira Internacional de Joalharia, Relojoaria e Ourivesaria, a concretizar até à realização da 25.ª edição do certame, em setembro próximo, na Exponor.