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terça-feira, 29 de julho de 2014

EMAF procura projetos com potencial económico

Concurso estimula indústria
a inovar na forma de produzir

 - vencedores serão conhecidos em novembro, durante a feira na Exponor

"Contribuir para a criação de emprego e para a fixação de profissionais no País" são dois dos pilares do ‘Concurso de Inovação’ lançado conjuntamente pela EMAF - Feira Internacional de Máquinas, Equipamentos e Serviços para a Indústria e pela revista Robótica, cujo prazo para receção de candidaturas termina a 10 de outubro próximo.
Este desafio pretende avaliar a capacidade das empresas para gerar produtos inovadores, capacidade essa que “está mais ligada à competência e à inovação e menos aos produtos em si, que são importantes mas constituem uma realização dessa capacidade”, aponta o presidente do júri, Norberto Pires, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra e diretor da revista Robótica.
O concurso, que vai para a 7.ª edição, acompanha a evolução do mercado e da produção industrial, com o objetivo de “conseguir fazer aparecer projetos com uma forte componente de inovação, mas com grande potencial de aplicação prática”, afirma Norberto Pires.
O docente considera que, depois do nascimento da robótica industrial na década de 70 e do verdadeiro ‘boom’ que teve em meados de 90 para responder à tendência da globalização, “estamos a assistir a uma nova necessidade de a conjugar com o fator humano, o que introduz novos desafios à conceção de soluções para o setor produtivo”.
Norberto Pires diz que “existe em Portugal uma ligação forte e crescente entre as universidades - enquanto centros que produzem conhecimento - e as empresas, e essa ligação tem que ser incentivada porque é a nossa maior força de desenvolvimento”. No entanto, “a inovação já é uma aposta habitual das grandes empresas, mas a economia portuguesa é constituída essencialmente por PMEs e é delas que depende”, frisa o presidente do júri do Concurso Inovação. “Ora, este concurso funciona como a aproximação à indústria para responder objetivamente às necessidades do mercado quando se fala tanto de reindustrialização”, afirma.
O concurso ganha assim um novo fôlego, numa altura em que a EMAF atinge a sua 15.ª edição e em que a revista Robótica está a celebrar 25 anos de publicação, assumindo em pleno o princípio de que “não se trata de estimular a inovação pela inovação, mas de fazer dela um verdadeiro fator de competitividade para as empresas”. Daí que este desafio se revista de importância no domínio da criação de emprego e da fixação de profissionais competentes.
Para Norberto Pires, “o projeto funcionará como a semente apresentada pelos concorrentes e nós damos o vaso, a terra e a água, que constituem o prémio".
No âmbito do concurso, serão atribuídos o Prémio de Inovação Nacional “Leonardo da Vinci” e o Prémio de Inovação Internacional “Nicola Tesla”. Será também atribuído um Prémio Projeto Inovador àquele que for considerado como o melhor em termos de inovação pelas universidades e politécnicos.
O júri, que integra outros docentes e investigadores como Borges Gouveia (Universidade de Aveiro), Fernando Ribeiro (Universidade do Minho), António Moreira e Teresa Restivo (ambos da (Universidade do Porto), apreciará as candidaturas segundo os parâmetros de conceção, originalidade, aspetos de inovação e operacionalidade.
Os vencedores serão conhecidos a 20 de novembro e colocados em exposição no Espaço Inovação, enquadrado na área expositiva da EMAF, que decorre entre 19 e 22 de novembro na Exponor. No caso de o equipamento ser de grandes dimensões, ficará colocado no espaço do respetivo vencedor.

Em simultâneo com a EMAF - Feira Internacional de Máquinas, Equipamentos e Serviços para a Indústria, decorrerão na Exponor a FIMAP – 18ª Feira Internacional de Máquinas para Trabalhar Madeira e o FERRÁLIA – 13º Salão de Acessórios e Equipamentos para a Indústria da Madeira.