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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Empresário chinês que ofereceu férias a 6400 funcionários esteve na Quinta da Pacheca e pensa no Douro e no Norte para novas acções do género


Li Jinyuan, o empresário chinês que ofereceu férias em França a 6400 funcionários, passou um fim-de-semana na Quinta da Pacheca, no Alto Douro, e ficou encantado com a beleza da paisagem vínica duriense. 

A oportunidade surgiu a convite de Paulo Pereira, um dos proprietários da Quinta da Pacheca, que fez questão de trazer o bilionário chinês com quem tem relação de amizade a visitar a região e a sua propriedade. Na ocasião, Paulo Pereira lançou o desafio a Li Jinyuan de desenvolver futuras acções do género, não só na Quinta da Pacheca, mas em toda a região do Douro e do Norte, mostrando assim as potencialidades de um território que é a mais antiga região demarcada do mundo de vinhos e que tem uma beleza natural que não deixa ninguém indiferente. O empresário chinês ficou sensibilizado com a ideia e quem sabe o próximo prémio para os seus funcionários não passa por uma estadia no Douro.

Paulo Pereira e Maria do Céu Gonçalves adquiriram esta quinta histórica do Douro em 2012 e estão apostados em tornar a Quinta da Pacheca num dos projectos melhor sucedidos na área dos vinhos. Para já, os resultados têm sido excelentes e os vinhos e oferta enoturística da empresa são cada vez mais conhecidos além-fronteiras. Juntos, dividem os negócios da Agribéria, a principal distribuidora de produtos portugueses em França, e dois hotéis - um ainda em construção - em França, e ainda uma guesthouse que abre em Outubro, no Porto, pelo que o sector turístico é um ramo de negócio que conhecem bem. 

Li Jinyuan, cuja empresa, a «Tiens», actua nos ramos da biotecnologia, comércio e turismo, é conhecido pela sua faceta filantrópica e ficou sensibilizado com a ideia. A produtividade dos seus funcionários pode vir a ser premiada no futuro com uma visita a uma zona Património Mundial da Humanidade, que goza de uma projecção internacional cada vez maior.

Tomando como ponto de partida aquilo que aconteceu em França, os funcionários da «Tiens», para lá da viagem e estadia, foram ainda premiados com sessões de compras privadas em galerias de alto luxo e visitas gratuitas aos monumentos mais célebres de Paris e Nice, tendo deixado uma verba que rondou os 13 milhões de euros nos cofres da economia francesa em apenas quatro dias.

Na altura, foram mobilizados 146 autocarros, 79 hotéis e a verificar-se uma acção idêntica no nosso país, seria sem dúvida uma ‘lufada’ de proventos para o Douro, assim como para toda a Região Norte, uma vez que é conhecida a faceta consumista do turista chinês. 

Dados compilados por vários operadores turísticos indicam que são os turistas chineses aqueles que mais dinheiro deixam pelos sítios onde passam. Para lá do retorno financeiro directo e indirecto, haveria que contabilizar ainda o que a região poderia lucrar em termos de projecção mediática com uma «invasão» de turistas chineses. 

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