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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016


Congresso Nacional de Bioética realiza-se dias 12 e 13 de Fevereiro, no Porto




“Cerca de 60 por cento das pessoas que morrem em Portugal carecem de algum tipo de cuidados paliativos e as crianças não são excepção, bem pelo contrário”, considera Rui Nunes, presidente da Associação Portuguesa de Bioética e professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Os «Cuidados Paliativos na Criança» serão um dos temas centrais deste 14º Congresso Nacional de Bioética, marcado para os dias 12 e 13 de Fevereiro, que conta na organização, para lá da Faculdade de Medicina do Porto, já com a Cátedra de Bioética da Unesco (Haifa).

Este será, então, o tema dominante, que vai contar com a participação de médicos, psicólogos, enfermeiros e paliativistas. Para Rui Nunes, “é imperioso que a nível da formação profissional, o ensino dos cuidados paliativos seja generalizado na medicina, na enfermagem e em todas as outras áreas da saúde”, mas defende também a necessidade de que ao nível das políticas de saúde seja “generalizado o acesso a cuidados paliativos em todos os hospitais públicos e também nos centros de saúde, através de equipas domiciliárias, de proximidade, com elevados índices de humanização e de profissionalismo”.

Pretende-se, assim, que o tema passe a ser central na agenda das políticas de saúde e que os próprios doentes e seus familiares passem a ter mais informação sobre os direitos que lhes assistem, sabendo-se que quando se deparam com uma situação de doença que necessita de cuidados paliativos a sua condição é de especial vulnerabilidade a todos os níveis e a sua capacidade reivindicativa está muito fragilizada.

Ao longo dos dois dias de trabalhos serão abordados outros temas de grande impacto na área da bioética, na medicina e sociedade em geral, muito ligados à doença terminal. As diretivas antecipadas de vontade – testamento vital e procurador de cuidados de saúde -, a recente legislação belga sobre eutanásia nas crianças, a problemática dos quadros exponenciais de demência, o estado vegetativo permanente ou a suspensão de meios desproporcionados de tratamento são outros temas que estarão em debate por um conjunto de quadros especializados nestas áreas.

Os trabalhos do congresso estão abertos ao público, mediante uma inscrição prévia que custa 20 euros e que pode ser feita no site da Associação Portuguesa de Bioética. Estudantes e membros da associação pagam 10 euros.

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