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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Qualifica 2016 é palco de esperança para milhares
de jovens à procura de formação e emprego



‘It’s now!’ é o lema da IX edição da Qualifica 2016, feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego, que se realiza na Exponor de 14 a 17 de Abril. Ajudar a despertar os jovens para a necessidade de tomarem decisões quanto ao seu futuro académico ou laboral, oferecendo para isso, num só espaço, uma série de ferramentas que os podem ajudar a atingirem os seus sonhos, é um dos grandes objectivos deste certame.

Este ano, num ambiente informal e até lúdico, a Exponor será uma espécie de Loja de Cidadão da Juventude, com espaços segmentados, onde as novas tecnologias e os videojogos têm um destaque particular, mas também a área do ambiente e, claro, do emprego. Neste campo, o «Spot Jobs» será uma área preferencial para os jovens contactarem com empresas recrutadoras, obterem ajuda para arrancar com o seu próprio negócio e tomarem contacto com casos de sucesso. No que respeita à formação, o «Study Abroad» apresentará as soluções das diferentes instituições de ensino, com oportunidades em termos de educação, formação e estágios em vários países estrangeiros.

O ambiente descontraído com que se pretende tratar de coisas sérias levou a organização da Qualifica 2016 a criar espaços de divertimentos, como o «Spot Youtubers», com a presença dos mais conceituados especialistas nesta matéria, o «Espaço Gaming», num ambiente de experiências tecnológicas e a «Qualifica Station», onde decorrem várias atividades, entre as quais dança, tunas, djs, actividades desportivas, passatempos, teatro, concertos e desfiles.

Associação Portuguesa de Bioética defende referendo 
sobre legalização/despenalização da eutanásia


O presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes, considera fundamental promover um debate sério e participado sobre a legitimidade da eutanásia nos planos ético e social, defendendo que depois disso “deve avançar-se para a realização de um refendo nacional, de modo a que a vontade soberana do povo português possa legitimar qualquer evolução nesta matéria”.

No próximo sábado, o movimento «Direito a Morrer com Dignidade» apresentará o seu manifesto, onde se defende que as pessoas têm direito a uma morte assistida digna em casos de sofrimento profundo ou doenças incuráveis. O movimento, que ainda está em fase de recolha de assinaturas, preconiza a alteração da lei tanto para a morte como para o suicídio assistido e conta entre os signatários com vários médicos e até parlamentares. “O debate deve ser o mais alargado possível, e deve ser garantida uma clara distinção entre eutanásia voluntária e eutanásia involuntária”, defende ainda Rui Nunes.

O debate social e político em torno da eutanásia origina uma acesa controvérsia. No entanto, “progressivamente assiste-se a uma crescente aceitação desta prática quer pela classe média, quer pela população em geral”. Em doenças incuráveis e terminais, tem-se questionado se este direito à auto-determinação é ilimitado, “nomeadamente no que respeita ao pedido para terminar com a própria vida”.

O debate deve fazer-se neste plano ético, mas também na questão legal e até económica. “É preciso distinguir legalização/despenalização e ponderar os constrangimentos económicos que a população enfrenta e as enormes carências existentes no que se refere ao acesso a cuidados paliativos”, sublinha Rui Nunes.

O conceito de eutanásia internacionalmente reconhecido reporta-se à perspectiva holandesa, ou seja, à morte intencional de um doente, a seu pedido, firme e consistente, através da intervenção directa de um profissional de saúde.

Holanda, Bélgica e Luxemburgo são os únicos países, da União Europeia, que já legalizaram a eutanásia e outros há que têm legislação flexível em casos de doenças terminais, designadamente a Suíça, França, Suécia, Grã-Bretanha, Alemanha, Áustria, Dinamarca, Noruega ou Hungria.